Empresa sueca desenvolve cozinha inteligente do futuro
"Quem és tu que me lês? Sou eu o teu segredo ou és tu o meu?" (Clarice Lispector)
29 agosto, 2010
28 agosto, 2010
23 agosto, 2010
Clariceando...
"Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita, preste quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio dos outros".
(Clarice Lispector)
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita, preste quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio dos outros".
(Clarice Lispector)
Uma ótima semana a todos!!!
18 agosto, 2010
A paciência tece o tempo
O tempo que tive, passou
O tempo que tenho, está
O tempo que vem, não sei.
O tempo que tece
Tece tecido, prédios e pessoas
Tece manhãs, noites e lembranças boas .
O tempo acontece
Fazendo tudo acontecer
Tudo sumir e tudo desaparecer.
O tempo se faz
Fa-se quem o tem
O tempo se tece pela paciência, também.
08 agosto, 2010
Sobre o amor e seu trabalho
Quando pequena, aprendi com meu pai a não jogar papel no chão. Ele me ensinou que todas as pessoas, sem excessão, devem ser respeitadas. Também lembro das tantas lições sobre o não desperdício e da responsabilidade necessária às atividades que fazemos, sejam elas quais forem. Ele era bastante austero, mas havia momentos de descontração. Não esqueço das piadas sem graça e das vezes em que jogamos dama, principalmente porque nunca ganhei.
Hoje, quando vejo o mundo clamando por sustentabilidade e reciclagem de lixo, penso em tudo o que aprendi com meu pai. Embora fosse um homem simples, suas atitudes cotidianas já ditavam um novo estilo de comportamento humano indispensável à continuidade do planeta.
Eu achava tudo um exagero. Parecia bobagem aproveitar as embalagens plásticas, economizar a água do banho e nunca poder deixar nenhuma lâmpada acessa em vão. Agora eu entendo que eram todas atitudes de cuidado. E percebo ainda mais que se não cuidamos, não seremos cuidados.
Estou certa de que ensinarei aos meus filhos a não jogarem papel no chão, a respeitarem todas as pessoas, a serem responsáveis em tudo o que fizerem...
Saudades, papai.
14 julho, 2010
Poema transitório
(...) é preciso partir
é preciso chegar
é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente!
... no entanto
eu gostava mesmo era de partir...
e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
fecho os olhos e sonho:
viajar, viajar
mas para parte nenhuma...
viajar indefinidamente...
como uma nave espacial perdida entre as estrelas.
Mario Quintana
"A vida também é transitória. Perceber sua efemeridade pode trazer mais leveza à nossa existência".
08 julho, 2010
De cara nova
Este blog encontra-se de cara nova.
Com outro layout, nome novo e astral renovado,o espaço
apresenta-se mais alegre e versátil.
Os temas a serem propostos continuam os mesmos,
pretendendo trazer reflexões sobre fatos cotidianos,
pensamentos ou palavras emprestadas de pessoas
admiradas e questões acerca dos valores de nossa
existência. Tudo isso através das letras para treletrar
suas ideias.
Espero que tenham gostado!
Com outro layout, nome novo e astral renovado,o espaço
apresenta-se mais alegre e versátil.
Os temas a serem propostos continuam os mesmos,
pretendendo trazer reflexões sobre fatos cotidianos,
pensamentos ou palavras emprestadas de pessoas
admiradas e questões acerca dos valores de nossa
existência. Tudo isso através das letras para treletrar
suas ideias.
Espero que tenham gostado!
20 junho, 2010
07 junho, 2010
Nada mal para tudo igual...
Meus dias estão quietos demais. Monótonos demais."Nada mal para tudo igual. O Tempo inquieto tem passado como num ritual".
Parece que as semanas estão se repetindo, sem muito charme ou encanto. Cada dia, eu tenho um cardápio diferente de atividades. Minha profissão até que permite isso.
Porém, com dias variados, as semanas estão em repeteco. Essa pasmacera está me desaquietando.
Não há novidades. Não há adrenalinas. Não há fortes emoções.
Confesso ter contribuído para minha monotonia semanal. E confesso também ter me rendido às armandilhas da vida adulta: trabalho, cansaço, televisão, descanso!
O bom de tudo isso é saber da autonomia de nossas escolhas. É pensar que há um aprendizado subjacente em tudo o que se faz ou não se faz. É lembrar a evolução intrínseca ao tempo de nossa existência.
"As coisas mudam. Tudo acaba. Tudo recomeça. Eu re-começo-me".
(Erika de Brito)
"Mesmo quando nada acontece, há um milagre que ocorre em silêncio".
(Guimarães Rosa)
Só para lembrar, estamos em semana de FICA! Eba! Eba!
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